terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Transmissão da rádio Globo na íntegra de Flamengo x Liverpool para download

Na madrugada desta terça-feira, 13/12/2011 a rádio globo emocionou a nação rubro negra, nos fazendo reviver o momento mais glorioso da história do Flamengo, a globo colocou no ar às 00:00h a transmissão na íntegra de Flamengo x Liverpool, a mesma que foi transmitida ao vivo em 13/12/1981 com narração de Jorge Curi no primeiro tempo, que teve a oportunidade de narrar os três gols do Flamengo, com destaque para o terceiro gol do Flamengo, segundo de Nunes no jogo, o segundo tempo é narrado por Waldir Amaral.

Estou disponibilizando aqui no blog a transmissão na íntegra para download,  para os leitores do blog que não tiveram a oportunidade de ouvir ou até mesmo desejam ter a transmissão em seus aparelhos que reproduzem mp3.


Duração: 1:46:11
Formato: MP3
Tamanho: 114 MB
Servidor: 4Shared
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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quem está errado?

Olá, caros leitores! Volto após uma longa pausa e num momento delicadíssimo do nosso Flamengo. Muitos criticam nosso treinador, outros nossa zaga(com toda razão) e outros questionam o que o Deivid está fazendo nesse elenco.
Não estou aqui para livrar a culpa de um ou de outro, mas o menos culpado disso tudo, é o treinador.
Luxemburgo arma o time na medida do possível. Ele ainda tenta achar uma zaga ideal e que para padrões de Flamengo está muito longe. Quem se
acostumou a ver Fábio Luciano, não vai se adaptar tão rapidamente com Wellinton e Gustavo, isso é fato. A única esperança de nós, torcedores, é o Alex Silva se tornar um novo xerife e auxiliar os parceiros de zaga.
Nossa lateral direita, que foi muito bem servida por muitos anos, hoje se encontra no seu pior momento. Leonardo Moura, que já foi um dos melhores laterais do campeonato, hoje é um jogador morto, sem raça dentro do gramado e que irrita os torcedores por sempre querer centralizar as jogadas. As idas até o fundo, que ele fazia com muita competência até uns anos atrás, hoje não existem.
O desafogo fica todo pra Junior Cesar, que foi muito bem contratado para esta temporada. Jogando junto com Ronaldinho Gaúcho, o lateral esquerdo rubro negro tem como subir e um volante fazer sua cobertura, possibilitando uma nova arma para a equipe.
A melhor dupla de volantes é com Aírton e Willians, os mesmos que foram campeões brasileiros em 2009. No entanto, por contusão, Aírton não pôde atuar nas últimas partidas, o que compromete as atuações do Willians.
Armando a equipe, temos tudo pra ter o melhor meio campo do Brasil. Com Thiago Neves e Renato Abreu - que vem melhorando nas últimas partidas -, a armação seria ótima. Não é o que ocorre. Thiago Neves vive um momento horroroso! Erra tudo que tenta, não consegue finalizar
na direção do gol e o pior: raramente é substituído. Renato Abreu ainda tenta auxiliar os volantes quando um deles sobe, mas na hora de atacar ainda falta qualidade e calma para o "Urubu Rei".
No ataque, temos Ronaldinho Gaúcho, que ora faz o papel de 2º atacante, ora de centroavante. Um jogador magnífico, que ainda tem bola pra chegar a seleção e que está mostrando isso. Atualmente, junto com o goleiro Felipe, é o melhor do elenco. Porém, temos o Deivid. Muitos diziam que "a bola não chegava" ou então que "não tínhamos um meio campo com qualidade", mas hoje tudo mudou. Nosso meio é um dos melhores do Brasil e mesmo assim, Deivid continua a perder gols imperdoáveis. Mas o grande problema está aí. Tira ele e coloca quem? Jael? Que, na minha concepção, não passa de um Wanderley mais esforçado? Diego Maurício? Que ultimamente não quer NADA com o elenco e só quer saber de balada?
Por fim, precisamos de um atacante com NOME e que cause impacto para os adversários, assim como nossos adversários do Rio tem um.
No meu modo de ver, com a contratação de um zagueiro que saiba jogar com o Alex Silva e mais um atacante de peso, nosso time pode estar completo. Mas, infelizmente, parece que precisamos mais do que isso. Depois do jogo COVARDE que os jogadores realizaram ontem, diante do Corinthians, com a exceção de 1 ou 2, falta, principalmente, VERGONHA NA CARA e RAÇA desses jogadores que estão vestindo a camisa do MAIOR CLUBE DO BRASIL!
Vamos torcer e apoiar, além de esperar uma nova postura na próxima partida.
E pra você, quem está errado? Deixem as opiniões nos comentários.
Um grande abraço a todos, Flávio!

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Flamengo x Grêmio - Brasileiro de 2009

Bem-vindos a minha última postagem dessa série que nos fez relembrar os momentos mais marcantes da história do maior clube do Brasil. Hoje o jogo comentado será a "final" que nos deu a hegemonia do Campeonato Nacional.

Ocupando apenas o 10º lugar ao fim do primeiro turno, o Flamengo estava totalmente desacreditado por todos. Com uma campanha totalmente irregular, o até então técnico Cuca perdeu seu cargo na 13ª rodada. Logo na rodada seguinte, Andrade assumiu interinamente a equipe e acumulou duas vitórias importantíssimas, contra Santos e Atlético MG, respectivamente. Quando todos acreditavam que o time carioca teria uma bela arrancada como a de 2005, tiveram uma decepção.

Nas 3 partidas seguintes, derrotas para Grêmio, Cruzeiro e Avaí, terminando a 21ª rodada na 14ª colocação e tendo 13 pontos de diferença para o até então líder Palmeiras. No entanto, o elenco rubro negro formado por jogadores importantes como Adriano, Petkovic, Zé Roberto, só foi perder novamente na 32ª
rodada, contra o Grêmio Barueri, numa partida com a arbitragem totalmente confusa. Depois dessa derrota, para muitos foi o fim de um sonho, para outros, o sonho ainda habitava as mentes quando dormiam. Tanto que na rodada seguinte o Flamengo venceu o Santos num Maracanã com 80.000 pessoas por 1x0, e com direito a 2 defesas do ex-goleiro Bruno, nos pênaltis cobrados por Paulo Henrique Ganso.

Depois, vieram mais 2 vitórias importantíssimas contra Atlético MG, em Minas e Náutico, nos Aflitos. Na antepenúltima rodada, o rubro negro tinha a oportunidade de tomar a liderança do São Paulo, depois da derrota sofrida minutos antes
para o Botafogo, no Engenhão. Num Maracanã lotado e com direito ao maior mosaico do mundo, reconhecido pelo Guiness Book(Livro dos Recordes), o time da Gávea enfrentava um Goiás já sem pretensões na competição. Os torcedores esperavam um jogo tranquilo e que a vitória viria naturalmente. Puro engano. O time esmeraldino engrossou a partida e aproveitou o nervosismo da parte do clube carioca e levou o jogo normalmente. Com o empate no Rio, o São Paulo mantinha a ponta da tabela.
Na penúltima rodada, os papéis se inverteram. O Flamengo enfrentava o Corinthians, arqui-rival do líder do campeonato e que já jogava só para cumprir tabela. Já o São Paulo, encarava o mesmo Goiás, em Goiânia, que havia tirado a chance da liderança do rubro negro carioca.
Coincidência ou destino?
No mesmo momento em que Zé Roberto recebeu um lindo lançamento de Toró, invadiu a área e abrir o placar para o Fla, em Goiânia o Goiás também fazia 1x0 no São Paulo.
Depois de aberto o placar, o jogo ficou morno e no fim, Léo Moura de pênalti sacramentou a vitória e a liderança para a equipe do Rio de Janeiro, faltando apenas 1 rodada para o fim do Campeonato.
O dia mais esperado depois de 17 anos chegava. A maior torcida do Brasil havia esgotado os ingressos em poucas horas. O Grêmio, adversário daquela tarde, estava cercado de desconfiança pelo fato do seu maior rival também brigar pelo título. Tanto que o time de Porto Alegre levou um time mesclado para o jogo.

Um Maracanã completamente em vermelho e preto.
Torcedores com placas, cartazes, faixas e bandeiras faziam a festa antes do começo da partida.
Os times entraram no gramado e a torcida do Fla fez uma festa linda, com papel picado, bandeiras e tudo o que tinha direito.
Os 90 minutos seguintes poderiam tirar o rubro negro de uma fila de 17 anos, ou então deixar um ano a mais.
O jogo começou com um Grêmio tranquilo, tocando a bola e envolvendo um Fla totalmente nervoso. Petkovic, sem brilho, tentava nas bolas aéreas para Adriano, enquanto Zé Roberto ciscava de um lado para o outro. Numa cobrança de escanteio fechada, Roberson deu um leve desvio. O bastante pra calar um Maracanã lotado e mais 35 milhões de torcedores. Com o gol, todos esperavam um time mais ofensivo e consequentemente mais ansioso. Felizmente a

resposta veio rápida. Menos de 10 minutos depois, Petkovic cobrou um escanteio pela direita,
Aírton cabeçeou para o alto, Adriano protegeu a bola que sobrou para David Braz, que substituia Álvaro, chutar de bate pronto para empatar a partida. Uma comemoração aliviada de todos. O fim do primeiro tempo chegou e no Beira Rio, o Inter já vencia o rebaixado Santo André, obrigando o Flamengo a buscar a vitória.
O segundo tempo começou com o time da casa cometendo os mesmos erros bobos, por conta do nervosismo, enquanto víamos um Grêmio totalmente tranquilo. Porém, com a chamada de
Andrade na equipe, o time acordou e foi em busca do gol da virada. Persistência que deu resultado. Aos 24 minutos, novamente em cobrança de escanteio efetuada por Petkovic, que já iria ser substituído, Ronaldo Angelim subiu mais do que a zaga do tricolor gaúcho e desviou para

o fundo das redes. Explosão no Brasil inteiro e virada!
Depois o time cadenciou a partida e soltou o grito de "HEXACAMPEÃO". Adriano, artilheiro da competição com 19 gols, se emocionou e chorou, enquanto Andrade tomava um proporcionado pelo elenco vitorioso.
O Flamengo terminou o Brasileirão de 2009 com uma campanha com 38 jogos, tendo 19 vitórias,
10 empates e 9 derrotas apenas, marcando 58 gols.

FICHA DO JOGO - FLAMENGO 2x1 GRÊMIO


FLAMENGO: Bruno, Leonardo Moura, David, Ronaldo Angelim e Juan; Aírton, Toró (Éverton), Willians e Petkovic (Fierro); Zé Roberto (Kléberson) e Adriano. Técnico: Andrade
GRÊMIO: Marcelo Grohe; Mário Fernandes, Léo, Thiego e Fábio Santos; Adilson (Mithyuê), Túlio, Maylson e Lúcio; Douglas Costa e Roberson (Bérgson). Técnico: Marcelo Rospide
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 6 de dezembro de 2009 (Domingo)
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-PR)
Assistentes: Alessandro Rocha (Fifa-BA) e Carlos Berkenbrock (Fifa-SC)
Cartões amarelos: David, Willians (Flamengo); Marcelo Grohe, Douglas Costa, Lúcio, Adilson (Grêmio)
Gols: Roberson, 21 minutos, e David, 29 minutos do primeiro tempo; Ronaldo Angelim, 24 minutos do segundo tempo

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sábado, 9 de abril de 2011

Flamengo Tricampeão 99/00/01

























Bem vindos a minha penúltima postagem nessa passagem por épocas
consagradas do nosso Mengão! Hoje falarei sobre o tricampeonato conquistado nos anos de 99/00/01, começando pelo ano de 1999.
Em 1999, a fórmula de disputa era diferente somente na questão de numero de participantes. Naquela época, existiam apenas 10 equipes. A equipe que somasse mais pontos se sagrava o campeão de cada turno. Na Taça Guanabara, os dois times que despontavam como francos favoritos ao título eram os maiores rivais do estado do Rio de Janeiro, Flamengo e Vasco. Favoritismo que foi confirmado pela equipe da Gávea sem nenhuma derrota naquele turno, somando 25 pontos em 9 jogos, com 8 vitória e 1 empate. Porém, no segundo turno, o campeão foi o arqui rival do rubro negro carioca, o Vasco da Gama também invicto, com uma campanha de 7 vitórias e 2 empates, somando 23 pontos.
Vieram as finais entre Flamengo x Vasco.
A primeira partida, revestida de ansiedade por parte dos torcedores, tinha o Vasco da Gama como franco favorito. Favoritismo que não foi confirmado dentro de campo.
Mesmo abrindo o placar com Edmundo, o time de São Januário permitiu o empate do rubro negro depois de uma bela joga de Rodrigo Mendes pela ponta esquerda, que cruzou para o peixinho de Fábio Baiano. O primeiro jogo da decisão terminou em 1x1, e a partida que definiria o campeão regional daquele ano estava aberta para a última partida.
O Vasco da Gama jogava com o regulamento "em baixo do braço" e poderia empatar a partida que se sagraria campeão. O jogo começou lá e cá. Os dois times buscando a vitória e atacando muito. Com 18 minutos do 2º tempo, os vascaínos acharam ali, que a decisão estava ganha. Romário, o astro rubro negro, sentiu dores na panturrilha e foi substituído para a entrada de Caio. O primeiro tempo seguiu morno, sem perigo para nenhum dos goleiros e terminou em 0x0. O 2º tempo começou como o primeiro: lá e cá. Aos 7 minutos, Beto recebe dentro da área e completou para as redes, só que o bandeirinha que já havia errado muito na primeira etapa, errou novamente e marcou o impedimento. O Flamengo pressionava e não deixava o adversário jogar. Aos 26 minutos, lance polêmico. Caio caiu na área e o árbitro ignorou e não marcou o pênalti, na sobra do lance, Beto da entrada da área carimbou a trave. Porém, aos 30 minutos, a pressão deu resultado. Caio de novo, agora numa jogada individual, sofreu uma falta perigosa perto da área. Rodrigo Mendes bateu rasteiro e o leve desvio na barreira foi o bastante pra deixar "vendido" o goleiro Carlos Germano. O Flamengo abria o placar e jogava a responsabilidade pro lado do adversário. O Vasco lutou e teve uma oportunidade de ouro aos 40 minutos, mas foi desperdiçada pelo atacante Guilherme. O árbitro da partida apitou o fim da partida, festa da torcida rubro negra, e o el
enco do clube da Gávea dedicou o título ao treinador Carlinho e claro, ao astro da equipe, Romário.
Já em 2000, a história foi parecida com a do ano anterior, Flamengo e Vasco disputando o título e a unica surpresa foi o Botafogo correndo por fora, mas nada que tirasse o favoritismo dos finalistas de 1999.

A Taça Guanabara terminou com o título do Vasco da Gama, com direito a uma goleada por 5x1 em cima do Flamengo.
A goleada foi esquecida pelo elenco comandado por Carlinhos, e o Fla foi guerreiro, conquistando a Taça Rio.
Os dois maiores rivais do Rio de Janeiro se encontravam novamente nas finais do regional.
A torcida vascaína dava o título como certo, pela goleada do primeiro turno. Já os flamenguistas acreditavam na estrela de Carlinhos e queriam uma reedição do último ano.
O jogo começou morno para ambos os lados e os dois times, quando tinham oportunidade de gol, paravam nos goleiros adversários. Barreira furada por Athirson, que com 29 minutos da etapa final, recebeu um passe de Fábio Baiano, dominou, ergueu a cabeça e chutou sem chances para Hélton. Explosão da torcida rubro negra. Aos 41 minutos, uma falta na ponta esquerda a favor do Fla. Fábio Baiano, com muita malandragem, cobrou direto para o gol, surpreendendo o goleiro adversário, que esperava um levantamento na área. O Flamengo fazia 2x0 e colocava uma mão no taça de campeão Carioca. Com os gritos de "Bi-campeão", o rubro negro fez o terceiro gol e, se já havia colocado uma mão na taça, desta vez colocou uma mão e 4 dedos. Beto, com oportunismo, só precisou completar de cabeça para o gol. O título parecia já ter um destino ao fim da primeira partida.
A segunda partida começou com um "pré-jogo". Athirson foi pego num
doping e ficou fora da partida decisiva, já pelo lado cruzmaltino, Romário não jogou por ter sentido dores.
O jogo começou com o Vasco em cima, perdendo uma bela oportunidade no co
meço do jogo depois de uma defesa espetacular do goleiro Clémer. Aos 30 minutos da etapa inicial, Maurinho e Felipe foram expulsos depois de trocarem pontapés. Aos 41 minutos, depois de um bate-rebate na área rubro negra, Viola aproveitou a sobra de bola, driblou Clémer e abriu o placar. O Vasco foi para os vestiários com a vantagem no placar, mas precisando de mais dois gols. O que se transformaria em pressão e sofrimento para os elenco da Gávea, virou alegria. Logo aos 4 minutos do segundo tempo, Mozart rouba uma bola no meio campo e lança Reinaldo, que entra livre e bate com muita frieza para empatar a partida. Alegria que se transformaria em comemoração antecipada. Poucos minutos depois, Tuta completou para as redes, virando a partida e dando fim ao sonho vascaíno. Ainda dava tempo para Beto se vingar e fazer embaixadinhas. O árbitro apitou o fim da partida e colocou ponto final em mais um título rubro negro em cima de seu rival. Um couro tímido era ouvido: " Ôôô Vice de novo", era o bi campeonato do Fla, totalizando 26 títulos até então.
Chega 2001 e com ele vem o título regional mais emocionante da década.
Depois de vencer o Vasco na semi final, o Fla chegou a final contra o Fluminense e venceu nos pênaltis por 5x3 após um empate por 1x1 no tempo normal.
Já na Taça Rio, o título ficou com o time de São Januário.

Mais uma vez Flamengo x Vasco decidiam o título do campeonato regional.
Na primeira partida, após bela jogada de Edílson, Petkovic completou para as redes abrindo o placar aos 14 minutos do segundo tempo. Porém, o Vasco da Gama não queria que a mesma história dos dois últimos anos se repetisse e tratou de virar a partida. Aos 32 minutos da etapa final, Viola empatou e Juninho Paulista aos 42 virou a partida.
Todos estavam curiosos para saber como o Flamengo suportaria a virada na primeira partida da final e qual seria a postura ao ter que buscar um resultado por 2 gols de diferença.
O jogo começou com uma bela apresentação nas arquibancadas.
A primeira oportunidade do jogo foi numa falta cobrada por Beto, que contou com um desvio e quase entrou. Logo depois, Juninho e Viola desperdiçaram boas oportunidades. Como já diz o ditado, quem não faz leva. Aos 21 minutos do primeiro tempo, pênalti a favor do Flamengo em cima de Cássio, Edílson bateu e abriu o placar. Só que aos 40 minutos, Viola faz falta no defensor rubro negro, ignorada pelo árbitro, invade a área e toca para Juninho Paulista só completar para o gol. Depois do gol, o próprio Juninho Paulista para no paredão Júlio Cesar. O primeiro tempo se foi como começou a partida, empate e o Flamengo precisando de mais 2 gols para se sagrar campeão.
Logo com 8 minutos da etapa final, o rubro negro mostrou força e depois de um cruzamento na medida, o baixinho Edílson, famoso "capetinha", cabeçeou como manda o figurino e colocou o time do técnico Zagallo na frente novamente. Depois de uma falta perigosa marcada a favor do cruzmaltino, Juninho Paulista bateu com perfeição e a bola resvalou caprichosamente no travessão. O time da Gávea atacava e ficava exposto na defesa, só que contava com o paredão
Júlio Cesar, que não deixou que fosse furada sua barreira. Aí vem o lance mais esperado. Aos 43
minutos da etapa final, Edílson sofre uma falta na entrada da área. O lateral rubro negro Alessandro, já no banco de reservas, rezava. Nas arquibancadas, todos movimentavam as mãos de um lado para o outro. A torcida vascaína já comemorava o título. Entretanto, em alguns segundos, o destino da taça regional, mais uma vez, se dirigiria para a Gávea. Petkovic foi para a bola, concentrado e com uma perfeição jamais vista, colocou a bola exatamente no único lugar que ela poderia entrar: no ângulo esquerdo do goleiro Hélton.
Golaço para coroar mais um título rubro negro e mais um vice campeonato do cruzmaltino.
Decepção para os vascaínos, felicidade para os flamenguistas.
Assim foi o tricampeonato conquistado pelo Clube de Regatas Flamengo, espero que gostem. Abs, Flávio!

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domingo, 3 de abril de 2011

Flamengo x Botafogo - Final do Brasileirão de 1992

Bem vindo a minha segunda postagem no Flamengo em foco! Hoje, o jogo abordado será, nada mais nada menos do que o Pentacampeonato conquistado pelo clube da Gávea.
O Campeonato Brasileiro de 1992 foi marcado pela superioridade dos clubes cariocas, em especial Flamengo e Botafogo.
O rubro negro carioca passou por um jejum incômodo no campeonato nacional. Ficou 6 partidas seguidas sem vencer, sendo 4 derrotas e 2 empates. Depois de ser goleado pelo seu maior rival, o Vasco da Gama por 4x2 no Maracanã, Carlinhos ajustou e mesclou juventude com experiência. Sendo comandado dentro das quatro linhas por Júnior, que com 38 anos ainda jogava um baita futebol, o clube teve uma bela reação no resto do Campeonato e chegou as finais com uma campanha regular, tendo 11 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, totalizando 25 jogos.
Já o Botafogo chegou com a segunda melhor campanha da primeira fase e foi o primeiro colocado na segunda fase. Com um time muito equilibrado, o alvi negro tinha a vantagem do empate nas duas partidas, por ter se classificado em primeiro lugar. A campanha do Botafogo foi mais regular do que a do rival Flamengo, contando com 15 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, totalizando 25 jogos.
Como na época o sistema do Campeonato Brasileiro consistia em 2 jogos nas finais, sendo ida e volta, os jogos ocorreram no Maracanã, já que as duas equipes eram da capital.
Na primeira partida, com 117.000 torcedores, o Flamengo precisou apenas de 1 tempo para matar a partida. Comandados por Júnior, o rubro negro abriu o placar o próprio Júnior, aos 15 minutos. Aos 34, Nélio, num lance de atenção, só tocou entre as pernas do goleiro alvi negro Ricardo Cruz. Pra fechar o caixão, Gaúcho, 4 minutos depois do gol de Nélio, fez o terceiro gol depois de uma bela jogada de Piá pela ponta esquerda. O time do Botafogo parecia não ter entrado em campo até o fim do primeiro tempo, e o Fla soube aproveitar esse momento sonolento do time rival.

Já no segundo tempo, o time de General Severiano perdeu oportunidades claras de gols e praticamente deu adeus ao inédito título brasileiro. Com o apito final, o que parecia fácil para o
Bota se tornou uma missão complicadíssima. O alvi negro precisaria de uma vitória por 3 gols de diferença para se tornar campeão brasileiro daquele ano.
O dia tão esperado chegou e as duas equipes entraram no campo determinadas a conquistar a
vitória. Para quem pensava que o rubro negro "deitaria" na sua vantagem, se enganou. O time começou a partida como se estivesse perdendo e aos 42 minutos do primeiro tempo, Júnior,
numa cobrança magnífica, abriu o placar. O primeiro tempo acabou e só restava mais 45 minutos pra sair o campeão daquele ano.
A segunda etapa chegou e o time da Gávea continuava melhor, pressionando a equipe adversária. Tanto pressionou que deu resultado. Logo aos 10 minutos, o ala Julio Cesar ampliou o placar para 2x0. Depois do segundo gol, os flamenguistas nas arquibancadas já comemoravam. Porém, aos 38 minutos, Pichetti diminuiu para o Bota, e aos 43 Valdeir empatou. Nada que tirasse a confiança do elenco rubro negro. O Flamengo conquistava seu 5º título
nacional, se sagrando o PRIMEIRO PENTACAMPEÃO BRASILEIRO. Festa na Gávea merecida.

O único fato negativo foi que no decorrer da partida uma parte da grade do anel superior cedeu, e centenas de pessoas que estavam ali caíram, provocando a morte de 3 torcedores rubro negros.

FICHA TÉCNICA DO 2º JOGO:


Flamengo: Gilmar; Charles, Gottardo, Gelson e Fabinho(Mauro); Uidemar, Júnior e Zinho; Piá, Gaúcho e Júlio César. Técnico: Carlinhos.
Botafogo: Ricardo Cruz; Odemilson, Renê Playboy, Márcio Santos e Válber; Carlos Alberto, Pingo e Carlos Alberto Dias. Valdeir, Vivinho (Jeferson) e Chicão (Pichetti). Técnico: Gil.

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quarta-feira, 30 de março de 2011

Flamengo x Liverpool - Mundial Interclubes 1981

Bem vindos a minha primeira postagem no Flamengo em foco! Farei um passeio por 3 décadas antes de falar sobre jogos, táticas, e, por que não, de algumas polêmicas.
Em primeiro, falarei sobre alguns dos mais importantes jogos da história do Clube de Regatas Flamengo, sendo dividido em 4 posts.
Para começar bem, o jogo mais importante não só da década, como o da história do rubro negro carioca, o Mundial Interclubes.
No Brasil, o time mais badalado era sem dúvida o Flamengo. Com jogadores que encantavam os olhos de quem assistia, o time carioca chegou em Tóquio totalmente desacreditado pelos ingleses do Liverpool(ING), cidade de formação dos Beatles. Porém, o elenco do Fla sabia exatamente o que era capaz de fazer. E fez!
Com o apito inicial, o que mais se via no time do Liverpool(ING) era uma marra que não se justificava pelo futebol apresentado. Aparentemente assustados com o toque de bola envolvente do time brasileiro, os jogadores ingleses ficaram confusos e

apavorados. Apavoramento que ficou claro com 13 minutos do primeiro tempo, quando Zico, o maior jogador da história do Flamengo, e o melhor jogador do Mundial Interclubes lançou Nunes que com toda calma, viu o goleiro sair desesperado, e deu um toque com categoria para abrir o placar. O Flamengo fazia o primeiro gol do que seria o maior placar de uma final do Mundial Interclubes. Os ingleses viram o gol como uma mera desatenção, e pensaram que logo reverteriam o placar com facilidade. Não foi o que ocorreu. Com 34 minutos de jogo, o Galinho bateu uma falta da entrada da área com violência, obrigando o goleiro Grobbelaar à espalmar. Na sobra, Adílio, com oportunismo, só teve o trabalho de estufar as redes. O Flamengo fazia 2x0 em
um tempo apenas.
Quem pensou que parou por aí, se enganou. Ainda no primeiro tempo, Zico
lançou Nunes e o "Artilheiro da decisões" marcou novamente, dessa vez batendo cruzado. O primeiro tempo teve fim e só uma desgraça tiraria o primeiro título Mundial do time carioca.
Veio o segundo tempo, e o time só precisou cozinhar a partida.
Com o apito final, o mundo se vestia de vermelho e preto e o melhor time de todos os tempos já visto na Gávea se consagrava com o maior título conquistado na sua história!

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 3x0 LIVERPOOL
Mundial Interclubes de 1981

Local: Estádio Nacional, Tóquio (JAP)
Data: 13 de Dezembro de1981
Árbitro: Rúbio Vazques (México)
Gols: Nunes 13', Adílio 34' e Nunes 41' do 1° tempo.
LIVERPOOL: Grobbelaar; Neal, R. Kennedy, Lawnson e Thompson; Hansen, Dalglish e Lee; Johnstone, Souness e McDermott (Johnson).Técnico: Paisley.

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