quarta-feira, 14 de março de 2012

O homem em primeiro lugar

O possível e virtual retorno de Adriano ao Flamengo era mais que previsível. Eu já sabia! E você também! A euforia da torcida rubro-negra com o provável retorno do último ídolo da Nação é legítima e compreensível, mas há muitos questionamentos em torno da contratação do jogador, que não parece querer mais ser jogador profissional.

A prioridade, no meu ponto de vista, tem que ser a recuperação do cidadão Adriano. Antes disso, qualquer tentativa de colocá-lo em campo estará fadada ao insucesso. Mas é preciso que o próprio jogador demonstre interesse em voltar a jogar futebol, fato que não acontece há quase dois anos. Desde junho de 2010, quando deixou o Flamengo, Adriano acumula fracassos dentro de campo, com passagens apagadas por Roma e Corinthians. Quase 24 meses de desinteresse flagrante. De falta de amor próprio preocupante.

Me parece acertada a postura da diretoria - mesmo que da boca para fora - de dar apoio a um ídolo rubro-negro. Abrir as portas do clube, propiciando ao atleta toda a estrutura para se recuperar é uma atitude nobre e inteligente. A instituição só não pode ceder aos caprichos do jogador e da torcida. Flamengo não pode ser a casa da mãe Joana. Não para sempre. Mas em ano eleitoral, me parece evidente que a presidente Patrícia Amorim cederá às pressões da torcida e contratará o jogador, seja como for. Só espero que o clube se resguarde no futuro contrato, com cláusulas bem claras.

Particularmente, sou contra o retorno do Imperador ao Flamengo. Sou e sempre serei eternamente grato aos gols que o atacante marcou no inesquecível hexacampeonato brasileiro em 2009. Mas de lá pra cá, Adriano parece ter perdido a essência do artilheiro. O faro do gol. O tesão pela bola. O Adriano de hoje, mais para rei Momo que para Imperador, me desculpem, mas não quero. Não nego que às vezes me pego pensando, lembrando daqueles gols maravilhosos do “Didico” em tabelas com Petkovic. Das comemorações no Maracanã lotado. Lembro-me como se fosse hoje de sua reestreia com a camisa do Flamengo, naquela tarde ensolarada de domingo, dia 31 de maio de 2009, contra o Atlético/PR. Tudo isso é nostálgico, remete o rubro-negro a uma época maravilhosa e saudosa, mas que, na minha opinião, não volta mais. Infelizmente! E não se enganem: quero muito estar errado.

De qualquer maneira, ídolos merecem sempre carinho e respeito. Mas o sucesso de Adriano no Flamengo em 2012 dependerá exclusivamente dele. Se a recíproca for verdadeira e Adriano decidir voltar a dar alegrias ao Flamengo, como o clube faz com ele, o casamento pode voltar a dar certo. Acho pouco provável, apesar de possível. Mais uma vez o Flamengo abre as portas para um jogador problemático e com histórico de indisciplina. Me parece a última oportunidade para que o homem Adriano volte a ser feliz, dentro e fora de campo. E que crie juízo, de uma vez por todas. Apoio da maioria esmagadora da torcida ele tem, isso é fato. Agora depende dele querer mais uma vez fazer a diferença. A bola tá contigo, “Didico”!

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Eles continuam os mesmos

Muitos dizem que quanto mais velho o sujeito é, mais teimoso e cheio de manias ele fica. Particularmente, concordo plenamente com a afirmação. Mas o que isso teria a ver com o Flamengo? Fácil: tudo! A dupla Ronaldinho / Joel é o melhor exemplo para explicar o fenômeno em questão.

Começando pelo treinador, se iludiu quem pensou que o estilo do natalino seria diferente dessa vez. Joel Santana é retranqueiro desde sempre. É nacionalmente conhecido por armar times fortes defensivamente e sem tanta criatividade do meio para a frente. A escalação de ontem, recheada de volantes, não pode ser encarada como surpreendente. Para muitos, pode ter sido uma postura covarde do técnico. Para mim, apenas ratificou o que sempre achei dos trabalhos de Joel Santana: "Vamos tentar não perder e, de repente, beliscar uma vitória".

Quem criticava Luxemburgo pelas péssimas escalações tem muito mais razão do que os que espinafram o atual treinador pela forma defensiva de jogar. Por tudo que conquistou na carreira, Luxa decepcionou por ter se tornado um técnico medroso, defensivo. Mas no caso do Joel, ele não fez nada diferente do que sempre fez na carreira. E nem fará. Joel é um treinador comum, sem títulos nacionais - deixou o Vasco nas semifinais da João Havelange. Apenas tem um trunfo por saber lidar com medalhões.

Aliado a esse problema, vem Ronaldinho. Acostumado a jogar em grandes clubes ao longo da carreira, R10 sempre teve com quem tabelar, com quem dividir a responsabilidade. Por vezes, sequer precisava ser decisivo. Tinha quem o fizesse para o craque gaúcho. Mas no Flamengo, especialmente neste Flamengo, Ronaldinho é o craque da companhia. O cara do time. O jogador que todos depositam suas fichas. E qual a resposta do Dente em campo? Apatia. Um desinteresse inexplicável de um jogador fantástico, dotado de um talento ímpar. Vez ou outra, R10 cria boas jogadas, ajuda o rubro-negro nas vitórias. Mas convenhamos, tem feito muito pouco para um jogador que ganha mais de um milhão por mês, que é tratado a pão de ló e que goza de todas as regalias que um clube pode lhe proporcionar.

O esquema exageradamente defensivo atrapalha Ronaldinho, é bem verdade. Difícil levantar a cabeça e ter que tabelar com Willians, Airton, Maldonado ou Renato. Jogador nenhum é onipresente, capaz de dar o passe e concluir a gol. Mas independente desse problema crônico do Flamengo, Ronaldinho sequer busca jogo. Não luta por um melhor posicionamento em campo. Não tenta nada. Se omite. Se reserva no direito de esperar uma bola parada, um lampejo. Na minha concepção de futebol, que é um esporte coletivo, é muito pouco para alguém que deveria ser o astro da companhia. E ainda por cima é premiado com uma convocação. Vai entender!

Ronaldinho e Joel precisam acordar para a vida. Enxergar que o tempo passou e que é preciso buscar alternativas para os problemas que se apresentam. Esperar que as soluções caiam do céu me parece um comodismo fadado ao insucesso. Ao torcedor, resta torcer para que a ficha caia, e que a dupla, com o reforço de Vagner Love, dê alegrias dentro de campo.

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Chega de incompetência!

Não há mais espaço para Vanderlei Luxemburgo no Flamengo. Depois de uma temporada decepcionante em 2011 - de postulante ao título para concorrente a uma vaga na pré-Libertadores -, o comandante rubro-negro parece não ter aprendido com os erros do passado e faz um preocupante início de temporada à frente do Mais Querido.

Técnico de currículo respeitável, Luxa claramente perdeu o jeito para treinar. Seus métodos, antes ousados e inovadores, se tornaram obsoletos e extremamente conservadores. Sua covardia na armação da equipe evidencia seu declínio como treinador de futebol.

A derrota de virada para o fraquíssimo Real Potosí serve perfeitamente de parâmetro para demonstrar a falta de capacidade técnica e tática de Luxemburgo. Seria natural entrar com cautela contra um adversário que claramente faria uso da altitude. Mas nada justifica utilizar quatro volantes única e exclusivamente marcadores no meio campo rubro-negro. O resultado da escalação equivocada foi evidente: time sem criatividade, péssimo nos passes e refém de lampejos de Ronaldinho, que não estava em uma noite feliz.

Outro problema crônico da gestão de Luxemburgo no Flamengo é a péssima escolha nas substituições. Invariavelmente, o treinador mexe mal no time. Além de insistir em peças nulas - Negueba é o melhor exemplo - Luxa teima em sacar das partidas os jogadores errados. Deivid parece ser sempre a primeira opção a sair, enquanto Renato Abreu - a âncora do time - raramente é substituído. E não podemos esquecer da descabida escalação - em certos momentos - de Ronaldinho como centroavante, típico pivô. Atitudes inexplicáveis e que só aumentam a insatisfação da torcida, cansada de tamanha teimosia do "pofexô".

Por tudo isso e sem querer entrar na parte extra campo, que prolongaria demais o texto, está mais do que na hora de trocar o comando técnico do Flamengo. Chega de incompetência, de intransigência e de teimosia. O atual elenco rubro-negro é deficiente, isso é fato, mas na minha visão essa fragilidade se acentua pela falta de capacidade de Luxemburgo em utilizar corretamente as peças à disposição. Prolongar essa relação é garantia de fracasso e de dinheiro jogado fora. Chegou a hora de ser enérgico. Basta!

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Aqui é Flamengo!



O ano é 2012, mas a sensação é de que a temporada passada ainda não terminou. Depois das frustrações de 2011, ano recheado de decepções e críticas - justas por sinal - ao time comandado por Luxemburgo, o Flamengo inicia a atual temporada sob pressão. Ainda em busca por reforços de peso, que elevem o nível técnico da equipe, a diretoria rubro-negra tem um desafio ainda maior em busca do sucesso no ano: criar juízo no atual elenco do Mais Querido.





Me parece evidente que a permanência de Thiago Neves, aliada às contratações de Vagner Love e um zagueiro experiente - Juan é o sonho de consumo -, colocarão, em tese, o Flamengo como um forte candidato à conquista da Libertadores 2012. Apesar do flagrante pessimismo de grande parte da torcida, acredito que os reforços chegarão e que o time de Luxemburgo terá condições de fazer boa campanha na temporada. Infelizmente, isso não é o ponto que mais me aflige.






Mesmo com muitos defeitos estruturais e táticos, sempre considerei o time do Flamengo de 2011 de razoável para bom. A grande falha, na minha visão, foi a falta de comprometimento da equipe. A irritante característica da empáfia. Luxemburgo e seus comandados davam a impressão - e acho que acreditavam nisso de fato - de que poderiam vencer seus jogos a qualquer momento. Uma soberba típica do Flamengo, mas que me pareceu insuflada pelo ego sem tamanho do "pofexô".





É claro que a falta de padrão tático da equipe foi fator preponderante para o desempenho irregular durante a temporada, mas é preciso admitir que o time do ano passado foi desinteressado em várias partidas, fanfarrão mesmo. Essa falta de seriedade não se aplica apenas ao campo de jogo. Muitos jogadores não tiveram condutas condizentes com a grandeza do clube. A começar por Ronaldinho Gaúcho, que aproveitou a noite carioca como poucos ano passado. Um capitão de verdade, de respeito, não pode agir assim, não pode ser o líder da gandaia. Tem de ser exemplo, referência. Isso sem falar no Willians, no Diego Maurício, no Alex Silva, entre outros.





Enfim, gostaria de ver um Flamengo diferente em 2012. Uma equipe consciente da importância de representar o Manto Sagrado. Unida, coletiva, empenhada em um objetivo maior: levar o Flamengo às vitórias. Por tudo isso, acho que a chegada de grandes jogadores não garante sucesso ao Mais Querido. É preciso mais, bem mais. A oportunidade está aí. Todo rubro-negro deseja fervorosamente conquistar novamente a Libertadores. E o elenco atual - com as possíveis e esperadas chegadas de Love e Juan - pode entrar para a história do clube mais popular do país. Mas sem foco e responsabilidade, nada disso será possível. O ano de 2011 foi praticamente jogado no lixo. Que 2012 seja diferente! Afinal de contas, errar uma vez é humano, insistir no erro é burrice.




Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Obrigado por tudo, Angelim!

Talvez nem no sonho mais otimista Ronaldo Angelim poderia imaginar que sua história no Flamengo seria escrita de forma tão fantástica e marcante. Autor do gol do hexa rubro-negro em 2009 - na "decisão" contra o Grêmio -, o zagueiro é exemplo a ser seguido, dentro e fora de campo.

Paulistano de nascimento e cearense de coração, Angelim é daqueles jogadores que fazem falta ao mundo do futebol. Avesso a badalações, o “Magro de Aço” esbanja simpatia e humildade. Sempre discreto, é muito querido tanto por companheiros de clube quanto por aqueles que convivem com o dia a dia do rubro-negro. Humilde e profissional, Angelim tem um coração do tamanho de seu amor pelo Flamengo.

Ronaldo Angelim faz a gente ter prazer em gostar de futebol. Faz o mais cético e incrédulo torcedor ser paciente, otimista. Como seria fantástico contar com vários “Angelins” num elenco de futebol. A vida com certeza seria mais fácil, mais divertida. As concentrações dificilmente tornariam-se enfadonhas e tediosas.

Minhas lembranças do camisa número 4 da Gávea sempre serão as melhores possíveis. E não apenas pelo gol antológico que marcou contra o Grêmio, após escanteio cobrado por Petkovic. O gol do “Hexa”, para mim, apenas coroou sua passagem pelo Flamengo. Com 284 jogos e 17 gols pelo rubro-negro, Ronaldo Angelim precisa e deve ser exaltado por muitos e muitos anos. Meu filho – quando tiver um – certamente ouvirá histórias de seu pai a respeito de um certo zagueiro franzino, que chegou ao rubro-negro em 2006 ainda desconhecido, vindo do Fortaleza. Saberá que aquele jogador de fala mansa e profissionalismo inigualável, representou como poucos o Manto Sagrado. Que fez muitos marmanjos barbados chorarem copiosamente de alegria.

Não posso e nem tenho a pretensão de falar sobre Ronaldo Angelim no aspecto particular, porque infelizmente não tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente. Mas hoje, ao ler a matéria de colegas do Globoesporte.com – os ótimos Richard Souza e Janir Junior –, mais uma vez ratifiquei a impressão que sempre tive a seu respeito: Angelim é um ser humano ímpar, daqueles que a gente tem vontade de abraçar, de agradecer pela simpatia, pela humildade. Pela forma de viver. Um verdadeiro ídolo.

Escrevo este texto com os olhos marejados. Como rubro-negro fanático que sou, tenho consciência do quanto este zagueiro de 36 anos fez pelo meu Flamengo. É triste pensar que a partir do ano que vem não será mais possível ter o Magro de Aço em ação pelo Mais Querido da Gávea. A vida passa, eu sei. E apesar de não querer aceitar a verdade, o fato é que Ronaldo Angelim não consegue mais acompanhar a garotada. Não tem mais pernas para seguir brilhando pelo Flamengo. E isso me entristece demais. Angelim é daqueles atletas que você quer que fique em seu time de coração eternamente. Futebol não é feito apenas de craques. E no mundo robotizado em que vivemos atualmente, sem espaços para o romantismo, poder contar com um ser humano como Angelim é um privilégio.

Obrigado por tudo, Angelim! Obrigado por ter feito parte da história rubro-negra durante seis anos. Por ter dado a alma em campo em prol das vitórias do Flamengo. Por ter posto de lado sua própria vaidade em favor do Mais Querido. “Minha maior vaidade é ver o Flamengo vencer”, disse o zagueiro logo após a conquista do hexacampeonato brasileiro. Por essas e outras, jamais me esquecerei do “Magro de Aço”. E tenho certeza que a Nação também não. Você já faz parte do Flamengo e será eternamente lembrado. Mais uma vez, muito obrigado!

Pablo dos Anjos
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Acorda, professor!

Fim de temporada e o sentimento é de fracasso. A vaga na fase preliminar da Libertadores 2012 obtida com o quarto lugar no Brasileiro deste ano não pode cegar os dirigentes rubro-negros. A torcida, pelo menos, parece consciente do fraco desempenho da equipe no ano.

Ser campeão estadual e garantir uma vaga na principal competição sul-americana normalmente seria visto como uma temporada de êxito, de objetivos alcançados. Mas não para o Flamengo. Não para este Flamengo de 2011. Repleto de jogadores caros e tarimbados, o Flamengo de Vanderlei Luxemburgo investiu pesado e começou o ano como protagonista, apontado pelo próprio treinador como um dos principais favoritos aos títulos em disputa na temporada. Mas o que se viu foi uma equipe sem padrão tático, sem boas opções no banco e repleta de incoerências, a maioria delas creditadas ao técnico rubro-negro.

O torcedor do Flamengo é visto por muitos como arrogante. E é. Mas por culpa do time do coração, que conta com uma história riquíssima de títulos e glórias. Por tudo isto, não há como considerar a atual temporada boa, positiva. Talvez nem razoável. O ano de 2011 foi ruim, foi decepcionante. Para quem tinha esperanças de vencer a Copa do Brasil ou o Campeonato Brasileiro, o resultado final foi bem abaixo do esperado. Uma equipe com a grandeza do Flamengo não pode se apegar apenas a invencibilidades, a títulos estaduais invictos, a poucas derrotas no ano. Ao pensar assim, o clube se apequena, foca em objetivos medíocres. Isto não combina com o Flamengo. Não dá para ser eliminado pelo Ceará nas quartas-de-final da Copa do Brasil. Simplesmente inaceitável!

Lembro-me bem do comentário de Luxemburgo ao fim da temporada de 2010. "O Flamengo vai ser campeão nacional em 2011, pode me cobrar", disse um animado Luxa pouco tempo depois de quase ver sua equipe rebaixada à Série B. Depois disso, a torcida passou da euforia pela chegada do astro Ronaldinho, à decepção por ter visto um ano cheio de expectativas terminar em frustrações. Importante ressaltar também que a culpa evidentemente não é apenas de Luxemburgo. Falta de interesse de alguns atletas, atrasos de salário, diretoria amadora e baixo nível técnico de alguns jogadores agravaram os problemas vividos pelo rubro-negro no ano. No cômputo geral, foi muito dinheiro investido num projeto grandioso para, no fim, colher apenas uma modesta vaga na pré-Libertadores. Muito pouco.

Com o cargo garantido para 2012 – para desespero de muitos –, a Nação espera de seu comandante uma postura mais coerente, mais eficiente. O Flamengo precisa do Luxemburgo técnico, estrategista. O foco tem de ser no campo, no trabalho com a bola, na montagem de um elenco forte, à altura da tradição do Mais Querido. É ano de Libertadores, ano de voltar a ser temido pelos rivais. De recuperar o prestígio internacional. Com prazo de validade vencido, é agora ou nunca, professor. Acorda!

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Temporada em jogo

Muito se fala da rivalidade entre Flamengo e Vasco. Tudo verdade. O “Clássico dos milhões” é muito mais que um simples confronto entre rivais do estado. Há inclusive uma corrente mais fanática que enxerga o dérbi como um campeonato à parte, mais importante que todo o resto.

Como se não bastasse a rivalidade excessiva entre as equipes, a partida do próximo domingo ainda ganhou um grau de importância como há muito não se via. Para o Vasco, uma vitória pode valer o pentacampeonato em um ano especial para os cruzmaltinos. Já para o Flamengo, um bom resultado pode garantir uma vaga na Libertadores de 2012 e salvar uma temporada que começou cercada de expectativas, mas que se revelou cheia de falhas e questionamentos.

Independente do resultado, quem for ao Engenhão no domingo verá, sem sombra de dúvidas, um jogo eletrizante, que promete parar o Rio de Janeiro. Fica a torcida para que tudo dê certo, que a paz prevaleça e que a luta fique restrita ao gramado. Como freqüentador assíduo dos estádios, espero poder acompanhar mais uma partida do meu time de coração sem maiores preocupações, sorrindo e sofrendo com meus amigos rubro-negros.

Se você tem dúvidas a respeito de ir ou não ao Engenhão no domingo, aí vai uma dica: mais vale correr o risco de sofrer uma decepção in loco, do que se arrepender – sentado no sofá – de não ter feito parte de mais um momento de alegria do Mais Querido. Cada um sabe o que é melhor para si. No meu caso, o Engenhão é a única opção. Vai pra cima deles, Flamengo!

Pablo dos Anjos
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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Nação em êxtase

Foi um domingo daqueles. De deixar qualquer rubro-negro roxo emocionado e orgulhoso de torcer pelo Flamengo. Por um dia, mesmo que de forma diferente, a Nação reviveu os grandes momentos de Maracanã lotado, da união da massa com seu time de coração. Um canto uníssono com objetivo comum: empurrar o Flamengo à vitória. Para os quase 40mil torcedores presentes no Engenhão no último domingo, o que fica é um sentimento nostálgico de uma época em que a torcida rubro-negra, de fato, fazia a diferença no agora estuprado Maracanã.

Não faltaram ingredientes para o espetáculo registrado no Engenhão entre Flamengo e Cruzeiro. Ameaçado pelo fantasma do rebaixamento, o clube mineiro deu trabalho no primeiro tempo, abrindo o placar e tendo a chance de ampliar na cobrança de pênalti de Victorino, que parece ter sido tirada do destino do gol pelos fanáticos e aflitos torcedores presentes no estádio. E foi a partir daí que a Nação voltou a exercer seu verdadeiro papel. Ser o 12º jogador. Como há muito não se via, empurrou o time para o ataque, cantando forte e confiante na virada dos comandados de Luxemburgo. O gol de Deivid ainda no primeiro tempo – a bola entrou após bater nas costas do goleiro Fábio – foi um prenúncio do que estava por vir. Era dia de carnaval em vermelho e preto.

E em apenas 12 minutos, o Flamengo fez a torcida voltar a acreditar no heptacampeonato. De forma avassaladora, o Mais Querido literalmente atropelou a Raposa na volta do intervalo, marcando 3 gols e transformando o Engenhão num verdadeiro caldeirão. O torcedor estava em êxtase. Incrédulo com o que estava presenciando. Como era possível um jogo quase perdido no primeiro tempo se transformar num baile na segunda etapa? Pois foi exatamente o que aconteceu. Organizadas cantando juntas, com direito a olé e até ola – fato inédito no Engenhão em jogos do Flamengo.

Para fechar com chave de ouro o dia de sonho do torcedor rubro-negro, Thiago Neves – craque da partida – se aproveitou da falha bisonha do bom goleiro Fábio e, com categoria e precisão irretocáveis, pôs números finais ao cotejo que, sem sombra de dúvida, vai ficar marcado na lembrança de cada apaixonado pelo Flamengo. Uma goleada incontestável por 5x1. Em casa ou no estádio, na tv ou no radinho, o dia foi inesquecível. E mais que isso. Mostrou que quando time e torcida caminham juntos, é difícil segurar o Mais Querido. Que domingo! Que vitória! Como é bom ser Flamengo!

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Apoio fundamental

Sem apresentar um futebol dos mais convincentes, o Flamengo precisa e muito da força de sua torcida na partida do próximo domingo, contra o Cruzeiro, no Engenhão. O momento é de apoio, de ser o 12º jogador em campo e empurrar o rubro-negro rumo à classificação para a Libertadores e, quem sabe, ao título do Brasileirão 2011.

Com a promoção feita pela diretoria rubro-negra, que diminuiu pela metade os preços dos ingressos, o Engenhão deve contar com um bom público no jogo contra os mineiros. Para quem ainda sonha com o título, é vencer ou vencer. Um empate diante de um Cruzeiro desesperado pode tirar de vez o Flamengo da briga pelo heptacampeonato. E a Nação pode ser fator preponderante nesta reta final do Brasileirão.

Desconfiada e até descrente com o time – junte-se a isso o fato de não poder contar com o Maracanã –, a torcida não vem demonstrando sua conhecida força na competição deste ano. Mas faltando apenas 6 rodadas para terminar o Campeonato Brasileiro – o Flamengo joga apenas mais 3 vezes como mandante –, a equipe de Vanderlei Luxemburgo precisa e muito do apoio da massa. Como o time não engrena, que a torcida seja o fator de desequilíbrio a favor do Mais Querido.

Aos que pretendem ou já confirmaram presença no Engenhão domingo, é importante ir para apoiar, para torcer, para contagiar a equipe durante os 90 minutos. Caso contrário, melhor ficar em casa. Vaias e protestos neste momento não me parecem a atitude mais sensata para o torcedor, que obviamente deseja ver o Flamengo na Libertadores em 2012.

Como torcedor e apaixonado pelo Flamengo, estarei no Engenhão de corpo e alma, incentivando quem entrar em campo do começo ao fim. Discordo de muitas coisas que acontecem nos bastidores da Gávea – agora Ninho do Urubu –, mas sem o apoio da maior torcida do mundo esse time, definitivamente, não vai a lugar algum. Chegou a nossa hora de fazer a diferença.

Pablo dos Anjos
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Vexame internacional



 Poucas vezes senti tamanha vergonha de torcer por meu time de coração como na noite da última quarta-feira, no Engenhão. Os quase quatro mil torcedores que pagaram para assistir à partida entre Flamengo e Universidad de Chile presenciaram uma das atuações mais vergonhosas da história do rubro-negro. A goleada por 4x0 para o algoz da Libertadores de 2010 acabou saindo barata para a equipe comandada por Luxemburgo, que merecia um revés ainda mais humilhante.

Claramente despreparada para disputar uma partida sul-americana, a equipe rubro-negra mostrou toda sua soberba e desfilou um futebol medíocre diante de um adversário bem preparado e que não tomou conhecimento do hexacampeão brasileiro. Quem foi ao estádio apoiar o Flamengo viu um bando em campo, um desinteresse flagrante que chamou a atenção até dos torcedores rivais, incrédulos com tamanha facilidade encontrada pela La U durante o jogo.



Dos que “entraram” em campo – porque alguns pareciam jogar uma pelada de fim de ano –, destaques negativos para três em especial. Galhardo, Welinton e Júnior César erraram praticamente tudo que tentaram durante a partida. Atuações bisonhas de um time sem brio, sem força, sem nada. Por último, mas não menos importante, não há como deixar de falar da entrada criminosa do truculento Airton sobre o zagueiro Osvaldo Gonzalez. Difícil saber o que passa na cabeça de um jogador que até demonstra potencial, mas insiste em não usar o intelecto ao entrar em campo.

Mais do que a eliminação nas 8ª de final da Copa Sul-americana – que garante vaga direta para a Libertadores ao campeão –, o vexame diante de sua torcida deixou uma marca triste nesse grupo comandado por Vanderlei Luxemburgo. Perder uma partida, jogar pior que o adversário ou até ser goleado, fazem parte do espetáculo. É inerente ao esporte. Mas há derrotas e derrotas. E a da última quarta-feira vai ser difícil de ser digerida pela torcida rubro-negra. Mancharam a instituição. Como diria um antigo chefe meu, “vão ter que capinar sentados”.

Pablo dos Anjos
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Fantasma chileno


O Flamengo reencontra, nesta 4ª feira, um adversário difícil de ser esquecido pela torcida rubro-negra. Afinal de contas, a Universidad de Chile foi responsável pelo momento mais dolorido do Mais Querido na temporada passada: a eliminação nas 4ª de final da Libertadores 2010. Depois de uma inesperada derrota por 3x2 na partida de ida, disputada no Maracanã, o Flamengo venceu o adversário no Chile, mas o triunfo por 2x1 não foi suficiente para evitar a fatídica eliminação.



As equipes se enfrentam pelas 8ª de final da Copa Sul-americana, que apesar de pouco valorizada, garante ao campeão uma vaga na Taça Libertadores do ano que vem. Duelo inédito pela competição sul-americana, Flamengo e La U estão iguais no retrospecto geral. Ao todo foram disputados 11 jogos entre os times, com 5 vitórias para cada lado e mais um empate. O rubro-negro leva vantagem apenas nos gols marcados: 25 a 15.

O confronto entre as equipes acontece justamente no momento em que o Campeonato Brasileiro entra em sua reta final. Talvez por isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo não deva escalar todos os titulares na partida de 4ª feira, no Engenhão. Time misto ou não, o torcedor rubro-negro tem bons motivos para acreditar em vitória contra o difícil adversário. Suspensos da próxima partida contra o Santos, pelo Campeonato Brasileiro, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho são presenças garantidas no duelo pela Copa Sul-americana. Juntos, os destaques do Mais Querido marcaram 37 dos 96 gols da equipe na temporada.

A vitória contra a Universidad de Chile é importante para as pretensões do Flamengo no ano. Não só na competição sul-americana. Um triunfo diante dos chilenos no meio de semana trará ainda mais confiança ao elenco para a sequência do Brasileiro. Além disso, a torcida rubro-negra terá papel decisivo no jogo contra o Santos no fim de semana, já que o time não poderá contar com seus dois melhores jogadores.

Mas os comandados de Luxemburgo encontrarão uma equipe que vive excelente momento na temporada. Invicta tanto na Sul-americana quanto no Torneio Clausura, a Universidad de Chile perdeu apenas 4 vezes no ano e ainda defende uma invencibilidade de mais de 3 meses (ou 20 jogos: 16v/4e). Adversário complicado, invicto e cheio de confiança. Bela oportunidade para o Flamengo mostrar sua força e decolar de vez na temporada.

Pablo dos Anjos
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domingo, 9 de outubro de 2011

Uma vitória com a cara do Flamengo

Uma vitória de campeão. Esta talvez seja a melhor maneira de definir o grande resultado obtido pelo Flamengo no clássico de domingo contra o Fluminense, no Engenhão. Contra tudo e contra todos, o rubro-negro jogou na base da raça e voltou ao G4 do Brasileiro 2011.

Sem poder contar com 4 jogadores fundamentais - Airton e Willians suspensos, Ronaldinho na seleção e Felipe vetado minutos antes do jogo - o Flamengo superou as dificuldades e, com o apoio da Nação, contrariou a lógica e conquistou uma vitória sensacional, com a cara do Mais Querido.


Dois jogadores do Flamengo me chamaram a atenção no clássico do fim de semana. No primeiro tempo, o jovem Luiz Felipe Muralha. Com autoridade de um veterano, o volante se impôs diante do adversário e dominou o meio campo, sem perder uma jogada sequer. Já na segunda etapa, o destaque não poderia ser outro: Bottinelli. Em tarde-noite iluminada, o baixinho argentino entrou para mudar o destino do Fla-Flu. Com 2 belos gols após os 40 minutos - um deles em perfeita cobrança de falta a la Petkovic -, Bottinelli decretou a virada rubro-negra e garantiu a alegria da torcida que lotava o setor Leste do estádio Engenhão.

Com a improvável virada, o Flamengo segue vivo na briga pelo heptacampeonato e se enche de moral para enfrentar o Palmeiras na próxima 4a feira, no Engenhão. Mesmo sem jogar um futebol vistoso, o rubro-negro dá clara demonstração de que superou a fase ruim na competição - vem de 3 vitórias seguidas e não perde há 5 rodadas - e pode, sim, sonhar com mais uma conquista. É na adversidade que o Mais Querido se agiganta. Respeito é bom e o Flamengo gosta.

Pablo dos Anjos
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Volta por cima

Destaque nas categorias de base do Flamengo, Diego Maurício subiu em 2010 para o profissional em meio a um turbilhão de problemas, tanto na esfera técnica quanto na política do clube. Apesar de goleador nos juniores, o atacante chegou ao time principal coincidentemente no mesmo período em que o ídolo Adriano se transferia para o Roma, da Itália.



A estreia de Drogbinha aconteceu uma partida depois da eliminação do Flamengo nas 4ª de final da Taça Libertadores – para a Universidad de Chile. O atacante entrou no 2º tempo do jogo contra o Barueri no Maracanã, pela 3ª rodada do Brasileiro, e ajudou a equipe a sair com a vitória por 3x1, cavando pênalti para o último gol do jogo, marcado por Vagner Love.

A oportunidade dada pelo então técnico Rogério Lourenço mudou a vida de Diego Maurício. De promessa das categorias de base, o jogador passou a ser uma das esperanças do time principal. Uma pressão que acabaria atrapalhando a carreira do jovem atleta no rubro-negro, que já conta com 59 jogos e 8 gols pela equipe principal. É notória a dificuldade de transição entre os juniores e os profissionais. De garoto para homem. Diego Maurício – talvez por falta de uma assessoria bem feita – acabou se perdendo em meio ao glamour do esporte bretão.

Depois de um ano de 2010 para ser esquecido pela torcida rubro-negra, o Flamengo iniciou a temporada seguinte pensando alto. Mas algo se perdeu na trajetória de Drogbinha. Apesar de ter sido campeão do Sul-americano sub-20 com a seleção brasileira, no Peru, Diego não repetiu as boas atuações da temporada passada e perdeu espaço no grupo de Vanderlei Luxemburgo.

Muitos diziam que o “professor” Luxemburgo tinha implicância com o garoto. Que não dava oportunidades para o jogador se firmar. Penso diferente. Os seguidos atrasos aos treinos, a falta de empenho e o deslumbramento com a carreira quase decretaram o fim do ciclo de Drogbinha com a camisa do Flamengo – o jogador por pouco não foi vendido para o futebol europeu na última janela de transferência. Alguma coisa claramente precisava mudar. E mudou.

Depois de amargar o banco de reserva na maioria dos jogos, sendo às vezes até descartado como opção para as partidas, Diego Maurício começa a dar sinais de que está de volta ao mundo real. Mais participativo, o atacante vem treinando com afinco e disposição, o que acabou possibilitando a ele novas oportunidades na equipe rubro-negra.

No próximo domingo, Diego Maurício tem, talvez, o maior desafio desde que chegou ao time principal do Flamengo: substituir Ronaldinho, e num Fla-Flu. Obviamente que ninguém espera do garoto passes magistrais e jogadas de gênio. Mas o momento é excelente para Drogbinha mostrar serviço, ajudar o Flamengo e reconquistar a confiança do treinador. Acorda, moleque!

Pablo dos Anjos
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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Sonho ou realidade?

A partida diante do São Paulo, na próxima rodada deste Brasileiro 2011, não chega a ser de vida ou morte para o Flamengo. No entanto, uma vitória sobre o Tricolor paulista no Morumbi é fundamental para as pretensões do rubro-negro no restante da competição.

Mais que uma simples vitória, o Flamengo precisa voltar a mostrar um futebol que o credenciou – no 1º turno – a um dos postulantes ao título do Campeonato Brasileiro deste ano. Nos números frios, a derrota na próxima rodada não tira o rubro-negro da briga, mas começa a definir o que, de fato, o time de Luxemburgo pode almejar no torneio. Em caso de um bom resultado na casa do adversário, o Flamengo pode retomar a confiança perdida e, quem sabe, voltar a mostrar um toque de bola envolvente, minimizar os erros e arrancar para o heptacampeonato.

O duelo entre os 2 hexacampeões brasileiros no próximo domingo promete ser de fortes emoções. E a atmosfera da partida será toda favorável ao São Paulo. Na expectativa pela reestreia do atacante Luís Fabiano, a torcida tricolor deve lotar o Morumbi – mais de 50 mil ingressos já foram vendidos. Apesar de jogar sob pressão, com torcida contra e diante de um adversário mais equilibrado, o Flamengo costuma se agigantar em confrontos desse porte. Como bem diz o craque Ronaldinho, Flamengo é Flamengo. Ingredientes não faltam para o rubro-negro se superar e voltar a brilhar na temporada.

Apesar de ainda ter chances de título, o Flamengo precisa melhorar muito. Se entrar em campo com a mesma postura da última partida, em que venceu de virada o lanterna América/MG por 2x1 na base da raça, o Mais Querido dificilmente conseguirá um bom resultado diante do São Paulo. Sem organização e extremamente dependente de Ronaldinho, o Flamengo parece jogar sem confiança, sem ímpeto. Depois do Dentuço, o melhor jogador do rubro-negro nos últimos jogos tem sido o goleiro Felipe, sinal de que o vento não tem soprado a favor do time da Gávea. Mas é prudente respeitar o Flamengo. Muitas vezes dado como morto, o hexacampeão brasileiro tem bom time e pode muito bem se reencontrar na competição, dando alegria para a Nação. Só nos resta esperar.

Pablo dos Anjos
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sábado, 10 de setembro de 2011

Ônus dividido

Sem vencer há sete partidas no Campeonato Brasileiro, o Flamengo se vê, a cada dia que passa, mais distante da luta pelo heptacampeonato nacional. Intitulado como “Bonde do Mengão sem freio” no início do ano, a equipe rubro-negra perdeu força e sofre com uma série de problemas, que vão desde lesões a crises de relacionamento.

Responsável pelo padrão de jogo que impulsionou o Flamengo no primeiro semestre, Luxemburgo não tem conseguido contornar os seguidos problemas que assolaram a Gávea ultimamente. A começar pelos problemas físicos. Diante de um elenco recheado de bons jogadores, o técnico rubro-negro perdeu algumas de suas principais peças por lesões – casos de Airton e Alex Silva. É fato que o zagueiro, recém chegado, ainda não teve uma seqüencia de jogos pelo Flamengo, mas impunha respeito e dava tranqüilidade ao meio campo. Mas a perda de Airton parece ter sido a mais sentida pelo Mais Querido. Volante aguerrido e com boa saída de bola, Airton fazia com perfeição a função de primeiro volante, liberando Willians para o jogo e evitando que o Pitbull rubro-negro se sobrecarregasse no combate direto. E ainda temos o caso do jovem Luiz Antônio, que acabou se tornando excelente opção para o setor defensivo, mas que depois das sucessivas lesões nos ombros, foi operado e só retorna em 2012.

Independente dos problemas físicos, Luxemburgo tem grande parcela de culpa no péssimo momento vivido pelo Flamengo. Acostumado a armar grandes times ao longo da carreira, Luxa não tem conseguido corrigir os erros da equipe rubro-negra e, pior, não tem tido postura de técnico vencedor. Com seguidas substituições equivocadas e a manutenção de alguns titulares claramente em mau momento, Vanderlei já não conta com o apoio de boa parte da torcida e começa a ver seu cargo a perigo. A partida contra o Corinthians, na última quarta-feira, foi sintomática. Covarde e sem ímpeto ofensivo, o Flamengo mais parecia um time pequeno diante de um gigante europeu. Se defendeu durante a maior parte do tempo, marcou um gol em lance isolado e sofreu a virada de forma justa e implacável, aos 43 minutos do segundo tempo. Ao fim do cotejo, coube a Luxemburgo por uma pá de cal nas esperanças rubro-negras: “Nosso objetivo é a Libertadores”, disse o treinador. O torcedor pode até ser iludido, passional, mas não é burro. As desculpas esfarrapadas de Luxa já não encontram mais ressonância. Para o torcedor que há pouquíssimo tempo disputava o título, se contentar com uma vaga na Libertadores é pensar pequeno, é dar as costas para tudo que significa ser Flamengo.

Por outro lado, é importante também fazer uma reflexão sobre o péssimo momento vivido por alguns dos principais jogadores do elenco. Não é justo e tampouco inteligente colocar na conta de Vanderlei Luxemburgo a culpa pelas atuações patéticas dos últimos tempos de jogadores como Léo Moura e Thiago Neves, por exemplo. Antes fundamentais e decisivos, a dupla apenas faz número em campo atualmente. Sem marcar gols há 9 jogos, Thiago Neves é, ao meu ver, a grande decepção do momento. Com atuações sofríveis e ainda assim convocado para a seleção brasileira – ao lado de Renato Abreu e Ronaldinho –, o ex tricolor perdeu a confiança, se lesionou e ainda luta para reencontrar o bom futebol que o elevou a ídolo instantâneo da exigente Nação rubro-negra. Já a situação de Léo Moura me parece mais definitiva. Com 32 anos e 352 partidas pelo Flamengo, o lateral parece ter entrado numa fase de declínio na carreira. Muito talentoso e identificado com a torcida, Léo Moura não é decisivo há tempo e sequer tem conseguido ser efetivo no setor defensivo. Mas sem um reserva à altura – Galhardo nunca se destacou quando teve oportunidade –, o experiente lateral vai se mantendo titular no Flamengo, apesar das atuações patéticas. Que ele não siga o caminho do lateral esquerdo Juan.

Por fim, mas não menos importante, não há como fechar os olhos para a crise de relacionamento que, aos poucos, toma conta da Gávea. Insuflado pelo jejum de vitórias, o ambiente no Ninho do Urubu já não é dos mais amenos. Com sucessivos pequenos focos de insubordinação – o último deles o malfadado caso do pum –, é cada vez mais difícil o dia a dia de trabalho no Flamengo. Não é surpresa para ninguém que um grupo com quase 40 jogadores, muitos deles estrelas do mundo da bola, sofra eventualmente com problemas disciplinares. Mas o egocentrismo de Vanderlei Luxemburgo aumenta e muito as insatisfações do grupo, o que acaba criando mal estar generalizado. Como tudo no futebol gira em torno da vitória, do resultado, a esperança da maior torcida do Brasil é que o time se reencontre na temporada, volte a vencer e espante mesmo que provisoriamente, a crise que insiste em permanecer na Gávea.

Pablo dos Anjos
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Clássico da rodada

Corinthians e Flamengo fazem, na próxima 5ª feira no Pacaembu, o grande jogo desta 22ª rodada do Campeonato Brasileiro 2011. Líder da competição, com 40 pontos ganhos – até o início da rodada –, mas vivendo momento irregular, o clube paulista recebe o Flamengo, que até bem pouco tempo era o principal adversário dos paulistas pela ponta da tabela, mas que já não vence há 6 rodadas e sofre com a má fase de alguns jogadores, além das lesões.

Clássico entre as duas maiores torcidas do Brasil, Corinthians e Flamengo jogarão em um Pacaembu lotado. E no que depender do retrospecto, a partida promete ser bem equilibrada. Na história do Campeonato Brasileiro, as equipes se enfrentaram 23 vezes em São Paulo (10 no Morumbi, 10 no Pacaembu, uma em Limeira, uma em Campinas e uma em Mogi-Mirim), com 8 vitórias do Corinthians, 7 triunfos do Flamengo e 8 empates. Nos gols marcados, pequena vantagem paulista: 32 a 31. E o equilíbrio persiste também nas partidas disputadas no Pacaembu pela competição. Ao todo foram 10 jogos no estádio, com 4 vitórias do Timão, 3 empates e 3 triunfos do rubro-negro.

Jogar em casa, aliás, não é garantia de vitória no clássico entre as equipes pelo Campeonato Brasileiro. Nas 35 vezes que uma equipe saiu de campo vencedora (em 50 jogos disputados), 15 foram vitórias obtidas no campo do adversário. O Flamengo venceu 7 vezes em São Paulo e o Timão venceu 8 vezes no Rio.

Apesar do equilíbrio nos números, o Flamengo não vem obtendo bons resultados diante do Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. O rubro-negro venceu pela última vez o Corinthians no 2º turno do Brasileiro de 2009: Fla 2x0 em Campinas (29/11/09), gols de Zé Roberto e Léo Moura. Depois desta vitória do Fla, as duas equipes se enfrentaram mais 3 vezes em Brasileiros, com uma vitória do Corinthians (1x0/2010) e 2 empates (1x1/2010; 1x1/2011). Vale destacar que a última partida entre as equipes, pelo 1º turno deste Brasileiro, marcou a despedida de Petkovic e terminou empatada em 1x1.

Com os 2 times precisando da vitória, o clássico desta 5ª feira promete ser bastante movimentado, com ambas as equipes buscando o jogo. De um lado, o talento do craque Ronaldinho. Do outro, a força da Fiel, que costuma apoiar o time do começo ao fim das partidas. Com apenas 2 empates sem gols em 50 jogos disputados pelo Campeonato Brasileiro, Corinthians e Flamengo têm tudo para fazer uma partida com muitos gols. Para os rubro-negros, um alento: Sempre que o Flamengo marcou o 1º gol nos jogos contra o Corinthians em Brasileiros, a equipe carioca não perdeu. Fica a torcida para que o Mais Querido balance as redes primeiro e não sofra sua primeira virada na história do confronto pela competição.

Pablo dos Anjos
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sábado, 3 de setembro de 2011

Momento delicado

A partida deste fim de semana contra o Bahia, no Engenhão, é fundamental para as pretensões do Flamengo neste segundo turno do Campeonato Brasileiro. Ainda no G4 da competição, apesar de ter caído duas posições e aparecer agora em 4º lugar, o rubro-negro precisa afastar a má fase e fazer o dever de casa contra os baianos, que também não vivem bom momento.

Sem vencer há 5 rodadas no Brasileirão 2011, o Flamengo somou apenas 3 dos últimos 15 pontos disputados na competição, empatando com Figueirense, Internacional e Vasco e perdendo para Atlético/GO e Avaí. A última vitória do Mais Querido aconteceu pela 15ª rodada, quando passou no sufoco pelo Coritiba por 1x0 no Engenhão, com um gol de Jael aos 44’ do segundo tempo, após excelente assistência de Ronaldinho. Naquele momento, o Flamengo chegou a permanecer na liderança da competição por alguns dias, até o Corinthians empatar com o Santos em jogo adiado e retornar ao 1º lugar.

Além dos muitos desfalques por lesões, que rondaram o Flamengo no último mês de agosto, o time carioca não poderá contar com seu principal jogador na partida contra o Bahia, pela 21ª rodada do Brasileiro 2011. Em Londres com a seleção brasileira, Ronaldinho fará muita falta ao Flamengo, que não vive bom momento e a cada dia que passa parece depender cada vez mais do talento de seu camisa 10. Responsável por 12 gols e 6 assistências da equipe na competição, Ronaldinho é peça fundamental no esquema de Vanderlei Luxemburgo e não tem substituto à altura no elenco. Destaque rubro-negro na temporada, com 19 gols, Ronaldinho é também o grande nome do Campeonato Brasileiro 2011 e é responsável por quase todas as jogadas agudas do Flamengo na competição.

Desde sua estreia pelo Flamengo - na vitória por 1x0 sobre o Nova Iguaçu -, Ronaldinho desfalcou o rubro-negro em apenas 5 partidas: Cabofriense (0x0) e Fluminense (1x1) no Campeonato Carioca, Horizonte (3x0) na Copa do Brasil, e Ceará (1x1) e Atlético/GO (1x4) no Brasileiro. Com muitos problemas e sem poder contar com seu principal jogador, o Flamengo precisa do apoio da Nação para superar as dificuldades, vencer o Bahia e se manter na cola dos líderes.

Pablo dos Anjos
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Pelo fim da má fase

A partida deste domingo contra o Bahia, no Engenhão, é fundamental para os objetivos do Flamengo neste Campeonato Brasileiro 2011. Sem vencer há 5 rodadas na competição, o rubro-negro precisa da vitória contra os baianos para se manter entre os primeiros colocados do Brasileirão 2011. E o retrospecto parece jogar a favor do Mais Querido.

A última vitória do Bahia sobre o Flamengo aconteceu no Brasileiro de 2000, quando goleou a equipe carioca por 4x1 em Salvador (17/09/00), gols de Jajá/3 e Jean, descontando Denílson. Mais de 45 mil pessoas compareceram à Fonte Nova naquele dia. Depois desse revés, o Flamengo enfrentou outras 7 vezes o Bahia (5 pelo Brasileiro e 2 pela Copa dos Campeões), com o rubro-negro obtendo 5 vitórias e 2 empates.

Com muitos jogadores no departamento médico e sem poder contar com Ronaldinho – defendendo a seleção brasileira –, o Flamengo aposta na força da torcida e no bom desempenho em casa para vencer o Bahia e continuar firme na luta pelo heptacampeonato. Em casa foram apenas 8 os jogos disputados contra os baianos pelo Brasileiro, com 4 vitórias do Flamengo, 2 triunfos do Bahia e mais 2 empates, 17 gols dos cariocas e 4 dos baianos. Desses 8 jogos disputados no Rio de Janeiro, 7 aconteceram no Maracanã e um em São Januário.

As partidas mais importantes do confronto entre Flamengo e Bahia em Brasileiros aconteceram em 1981, quando as duas equipes se encontraram nas 8ª de final da competição. O Flamengo levou a melhor, empatando sem gols em Salvador e vencendo no Rio por 2x0, gols de Nunes. No total foram 29 partidas disputadas entre as equipes na história do Campeonato Brasileiro, com 9 vitórias do Flamengo, 7 triunfos do Bahia e 13 empates. Retrospecto à parte, o Mais Querido precisa se impor diante do adversário mais fraco e somar os 3 pontos diante de sua torcida, para afastar de vez a nuvem cinza que paira sobre a Gávea.

Pablo dos Anjos
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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Chega de empates

Na vice-liderança do Campeonato Brasileiro 2011, apenas um ponto atrás do líder Corinthians – 37 a 36 –, o Flamengo enfrenta o Avaí nesta quarta-feira, na Ressacada, tentando reencontrar o caminho das vitórias. Sem vencer uma partida pelo Brasileiro há quase um mês (ou 4 jogos), o rubro-negro luta contra a incômoda alcunha de time dos empates nesta temporada 2011. O Flamengo já contabiliza 19 empates nas 48 vezes que entrou em campo este ano.

Em busca da vitória para se manter no topo da tabela, o Flamengo vai enfrentar um adversário perigoso, mas que não assusta a equipe da Gávea, principalmente no que diz respeito ao retrospecto. Até hoje, Flamengo e Avaí se enfrentaram 11 vezes na história – entre amistosos e Campeonato Brasileiro – com total domínio rubro-negro. Ao todo foram 7 vitórias dos cariocas, 3 empates e apenas um triunfo dos catarinenses obtido no 2º turno do Brasileiro de 2009 (Avaí 3x0, dia 23/08/09, na Ressacada).

Apesar do próximo confronto entre os times acontecer na Ressacada, em Florianópolis, a vantagem nos números continua toda a favor do Flamengo. Nas 8 vezes que enfrentou o Avaí na capital catarinense, o rubro-negro obteve 6 vitórias, um empate e uma derrota. Vale destacar que as equipes se enfrentaram apenas 3 vezes em Florianópolis pelo Campeonato Brasileiro, com uma vitória para cada lado (Fla 1x0/1974, Orlando Scarpelli; Avaí 3x0/2009, Ressacada) e um empate (2x2/2010, Ressacada)

Como se não bastassem os números favoráveis, o Flamengo ainda chega para essa partida defendendo uma invencibilidade. O Mais Querido não é derrotado atuando fora do estado do Rio de Janeiro desde o mês de novembro do ano passado (13/11/2010). Na ocasião, o rubro-negro foi goleado pelo Atlético/MG por 4x1 em Sete Lagoas, pela 35ª rodada do último Brasileirão. Como retrospecto não é garantia de vitória, é importante o Flamengo entrar em campo ligado e em busca dos 3 pontos, para não dar chance ao azar e ser surpreendido pelo modesto Avaí.

Pablo dos Anjos
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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Chance de ouro

Ainda pouco conhecido no mundo da bola, o zagueiro Gustavo está prestes a ter sua grande oportunidade na equipe titular do Flamengo. Com as baixas no setor defensivo rubro-negro – David Brás com infecção na garganta, Alex Silva com lesão no ligamento do joelho esquerdo e Welinton suspenso –, o técnico Vanderlei Luxemburgo não tem muitas opções para armar a equipe que enfrenta o Avaí na próxima quarta-feira, na Ressacada, pela 1ª rodada do returno do Brasileirão.

O Flamengo tem à disposição no momento apenas Ronaldo Angelim, Gustavo e Jean. Como este último não tem a confiança do treinador e tampouco da torcida, é muito provável que a zaga do Flamengo seja formada por Angelim e Gustavo. Obviamente não é a melhor forma de garantir uma vaga na equipe titular, mas o jogador tem uma grande chance de mostrar serviço e se garantir entre os 11 preferidos do treinador para o restante da temporada. Afinal de contas, não se escolhe a hora de ter uma oportunidade.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, Gustavo chamou a atenção de Vanderlei Luxemburgo no último Campeonato Carioca, quando se destacou atuando pelo Boavista, finalista da Taça Guanabara contra o próprio Flamengo. Com apenas 25 anos, Gustavo se destaca pela força física, 1,86m e 90kg, números que garantiram ao jogador o apelido de “Geladeira”. Sem grandes clubes no currículo – atuou por Tigres, Ipatinga, CRB, Potiguar, Duque de Caxias e Boavista –, Gustavo vê no Flamengo a possibilidade de crescer na profissão, de se tornar realidade.

Apesar de ter atuado apenas duas vezes pela equipe rubro-negra, Gustavo tem números favoráveis pelo Mais Querido. Nas duas vezes que entrou em campo com o zagueiro, o Flamengo obteve duas vitórias e não sofreu gols. Ambos os jogos foram disputados contra o Atlético/PR, pela Copa Sul-americana (duas vitórias por 1x0). Na próxima quarta-feira, portanto, Gustavo deve fazer sua estreia pelo Flamengo no Brasileiro 2011, na difícil partida contra o Avaí na Ressacada.

Com todos à disposição no elenco, enxergo em Gustavo e Alex Silva a dupla de zaga mais equilibrada para o Flamengo na atual temporada. De um lado, o talento e a experiência do Pirulito. De outro, a força física e o jogo simples do Geladeira. Difícil saber, porém, a escolha que será feita por Luxemburgo. Fã do futebol do afobado Welinton, o treinador parece já ter feito sua opção para os zagueiros titulares do rubro-negro. Preterido ou não, quando Welinton retornar de suspensão, Gustavo tem é que focar na partida contra o Avaí e mostrar serviço. Bom futebol não parece faltar ao zagueiro.

Pablo dos Anjos
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